19.12.08

Na pista com a diva

| Chamuscado por Laritz |


O show de ontem foi maravilhosoooooo! Inesquecível! Madonna é uma diva, com todas as letras. Ela domina aquele palco, dança, faz acrobacias e pula corda como se fosse uma garotinha - e tudo sem cair do salto altíssimo e com muito sex-appeal sempre. Ela ama o público de São Paulo - deixou bem claro seu afeto inúmeras vezes - e interagiu demais com a platéia e disse estar feliz por finalizar a turnê aqui.

Saímos de van de Santo André. Estávamos em 12 pessoas e chegamos lá por volta de 17 horas (o pessoal que ia conosco atrasou, que raiva!). As filas eram gigantescas e meio desorganizadas. Eu e minha prima Virgínia estávamos no portão 4 e entramos antes do resto do pessoal, que estava no 2. Resultado: não conseguimos ficar com eles no show. Impossível encontrar alguém ali dentro, por mais que tentássemos nos localizar falando pelo celular. Ficamos no mesmo lugar o show inteiro e tivemos uma boa visão.

Pista é legal, mas é muita muvuca. Chegou um momento em que a gente não conseguia se mover. Não dava pra ir ao banheiro, por exemplo, então procuramos beber pouca água durante o show para não precisar sair. O bom é que as pessoas ao nosso redor eram solidárias e divertidas, então demos umas boas risadas durante a espera. Até porque era impossível não se divertir com alguns tipos da platéia, como um sujeito que insistia em sacudir um leque vermelho, logo apelidado de 'Locomia' e uma biba com uma luva de helanca cobrindo apenas um braço inteiro que ficava agitando um pirulito tosco feito com um cd.

Depois de muito aperto, por volta das 20 horas, começou o set do Paul Chatofold. Que cara mais chatoooooo! Tocou só meia hora, mas pareceu uma eternidade. Música irritante, com coisas como Red Hot Chilli Peppers e Rihanna Baiana. Não dava pra aguentar. O povo começou a abanar as mãos e a gritar "tchau, tchau, tchau". E mesmo assim o dj chanel não saía de lá... Foi a pior parte da noite.

Depois de uma longa espera, o povo começou a se revoltar e a xingar, o que eu detestei. E nada da diva aparecer. Madonna só entrou no palco às 22 horas. Ouvi dizer que foi o maior atraso dela nessa turnê. Mas o show foi tão lindo que compensou a expectativa, o cansaço e os desodorantes vencidos da platéia.

O início do show é absurdo de lindo! Muitas imagens projetadas no fundo do palco tridimensional e em um cubo que se abre e lá está ela, a diva, sentada como uma rainha dos doces numa espécie de trono. A platéia começou a delirar já na primeira música, Candy Shop, do último álbum. Os bailarinos são incríveis e as coreografias impressionam. De repente, surge um carro antigo no palco e a diva canta sobre ele.

O show foi impecável! Eu gostei de tudo, mas me emocionei muito com três momentos em especial: Devil wouldn´t recognize you (ela canta sentada sobre um piano, dentro do cilindro que desce no palco - prestem muita atenção porque é maravilhoso); You must love me (de Evita, com imagens do filme projetadas no palco tridimensional - fez todo mundo chorar); e Like a prayer (com certeza, o melhor momento de todo o show: o estádio inteiro pulou e cantou junto - foi de arrepiar até o último pelinho).

Houve muitos momentos de ferveção, como Vogue (os bailarinos fazem o catwalk na passarela), She´s not me (as dançarinas estão vestidas de Madonna em suas várias fases e ela começa a arrancar suas roupas), Borderline (numa versão mais pesadona, com cara de rock), La isla Bonita (que faz parte do bloco cigano, que eu ameeei), Hung up, Music e Give it 2 me. O povo delirou quando ela escolheu um fã para pedir uma música das antigas. Perguntou seu nome e ele: Márcio. Ela não entendeu: 'Macchio? Mathew?' A escolhida foi Like a virgin e o estádio cantou em coro (embora ela tenha esquecido uma parte da letra).

No final, Madonna entrou com a camisa 10 da Seleção Brasileira. Os bailarinos surgiram com uma bandeira do Brasil e GAME OVER! Ainda digerindo toda aquela maravilha que assistimos, saímos no meio da muvuca e até pulamos uma grade alta na lateral da pista, o que tornava mais fácil o acesso ao portão principal.

Eu amei de paixão! Valeu cada minuto de cansaço, cada osso dolorido e todo o trabalho que deu para conseguir os ingressos e chegar até lá. Saí do show extasiada e extremamente feliz por saber que volto sábado! Se bobear, apareço domingo também! Quem sabe ganho um convite ou mesmo na megasena?

1 comentários:

Leonardo disse...

Lara. Valeu a pena sim.

Nem me fala nesse DJ Paul Oakenfold. Eu pensei que a apresentação dele tivesse durado mais tempo. Eu perdi completamente a noção de tempo. Fora que pelo amor de deus, só remix de Rihanna, Red Hot. Que criatividade.

Mas falando o que interessa. Valeu a pena todo o sacrifício e esforço da gente. Vimos um puta, mega, hiper, ultra show. Uma pena só a gente não ter se encontrado na pista e ficado juntos, mas blz.

Eu gostei do show no geral. Não teve uma parte mais legal ou que deu uma caída. Like a Prayer foi sensacional, pulei tanto que os meus pés estão moídos.

Talvez eu vá nesse sábado, ainda não sei.

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