14.12.08

Novela mexicana

| Chamuscado por Laritz |

Muita gente não entende de onde nós, escritores, retiramos matéria-prima para amalgamar nossos textos surreais. É simples: a vida real está cheia de fatos bizarros que aos olhos dos artistas das letras se transformam em peripécias de tirar o fôlego. O caso do Michê Silva é um prato tão cheio para nossas mentes férteis, que creio que nem mesmo o João Emanuel Carneiro, que está dando um banho de dramaturgia na novela das nove, seria capaz de imaginar uma trama tão cheia de detalhes escabrosos. O mais recente capítulo desse caso teve mais uma cena de ficção: a namorada do cara, depois de ser o pivô da separação, divulgar o caso para a imprensa, levar umas bordoadas, aparecer no A Tarde é 'Suja' e presenciar sua morte assustadora (ufa!), não foi ao enterro e ainda saiu para tomar um choppinho com um amigo poucas horas depois do defunto da cueca branca descer à sepultura. Afinal, ela precisava espairecer... Rende ou não rende um Nelson Rodrigues? Título: Enterrou o namorado e foi ao boteco.

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E a família do defunto da cueca reclamou que a atriz não mandou uma única coroa de flores. Precisava?

2 comentários:

Leonardo disse...

Que história é essa. Até capa da revista Veja rendeu !

Mas é engraçado tudo isso, no fundo no fundo. Podemos dar boas risadas.

Anônimo disse...

Virginia lembra...

que Nelson Rodrigues, que nada. O louco José Marqueiz,(por partiu há pouco) jornalista ganhador do Prêmio Esso de Reportagem, andando pelos confins da Amazônia, no fechamento de um jornal do ABC, na absoluta falta de manchete para a edição, catou uma nota policial e produziu a pérola:
tá/qui, Matou a mãe por um copo de pinga.
Só não me perguntem se saiu ou não.

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