16.1.09

Fim

| Chamuscado por Laritz |



O final de A Favorita ocorreu dentro do previsível. Eu, como escritora, também teria feito a purgantinha rejeitada atirar na mãe. Aliás, há algum tempo eu imaginava que esse seria a melhor opção. A cena foi intensa, concordo, porém perdeu pontos ao valorizar a 'bondade' da mocinha xará, que acabou não carregando a herança genética de assassina. O sofrimento de Flora na prisão lavou a alma dos espectadores, mas foi lugar comum demais para uma trama tão inovadora. Eu esperava algo mais dramático. Casamentos, personagens que pegam buquês, casais que se acertam, filhos que nascem - tudo isso é praxe em encerramento de novela. No entanto, eu apreciei de fato dois desfechos: Silverinha buscando uma nova dupla infantil para empresariar e Donatella relembrando o início de Faísca & Espoleta. Puro suspense. A cena final - quando as duas antagonistas, ainda crianças, são amigas e de mãos dadas cantam Beijinho Doce - foi macabra. Hitchcockiana, eu diria. A imagem passa a ser vista por uma janela, até ser cortada abruptamente pela vinheta de fim. Causou arrepios! Há tempos não assistia a uma última cena tão instigante! Só eu tive a impressão de que a verdadeira malvada - a favorita - era a Donatella?

1 comentários:

Leonardo disse...

Fiquei com a sensação de que foi tudo dentro do previsto. Bem, na verdade foi isso mesmo, hehehehehe.

A cena final da novela, eu achei freak. Causou arrepios mesmo. Dá a impressão que algo vai acontecer ali.Tipo, uma vai fazer algo contra a outra, sei lá.

Podia ter continuação a novela. Quem nem nos filmes. Seria interessante e inovador, em termos de novelas.

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