2.2.09

Aluga-se gente

| Chamuscado por Laritz |


Nos anos 80, uma pornochanchada brasileira ganhou bastante espaço na mídia por conta do título contendo um erro grotesco de concordância: "Aluga-se Moças". Na época, a ortografia tosca - o correto seria "Alugam-se Moças" - chocou bem mais o público do que as peladonas Gretchen e Rita Cadillac.

Hoje, ao contrário, ninguém mais se choca com erros de concordância, muito menos com o aluguel de pessoas. O tom de chanchada de duas décadas atrás não existe mais nesse mundinho em que as pessoas se vendem em troca de vida mansa ou de um simples upgrade no status social. Em Nova York, por exemplo, jovens ligados às artes e à moda utilizam descaradamente esse meio de vida para sobreviver.

Diz o Blog do Repique: "Lá essa atividade não é mal vista e chega a render até U$ 3 mil por semana. Muitos homens mais velhos pagam bem para ter uma boa companhia ao seu lado, e principalmente, que seja o biótipo do último anúncio mais cool da cidade. Dá status. O empreendimento está pop". Mas, pelo que sei, esse new look da profissão mais antiga da humanidade não pegou só na terra do Barack Obama.

De verdade, não é esse mundo triste o que eu desejo legar para meus filhos e seus descendentes.

2 comentários:

Edward de Souza disse...

Olá Lara!

Com status ou não, vendendo o corpo por 3 mil dólares ou a troco de um pão, o certo é que isso tem nome: prostituição. Nada mais que uma atividade contemporânea à própria civilização. A verdade é que estamos vivendo tempos de Sodoma e Gomorra e fica cada vez mais dificil criar um filho. As crianças nascem vendo exemplos de como se prostituir e ficar famoso do dia para a noite na própria TV. Ou não é isso que mostra o tal Big Brother da Globo? Hoje em dia existe um desejo de aumentar o poder de consumo na classe média e, por isso, temos aqui no Brasil prostitutas universitárias, de alto padrão. Além delas as "Marias Chuteiras", que engravidam só de encostar num jogador de futebol. Mas, não é só aqui no Brasil. Outro dia uma revista de circulação nacional publicou que as brasileiras “dominam” a prostituição na Espanha e Portugal. A cada grupo de 10 mulheres, 8 são brasileiras. Na Espanha, elas trabalham em Palma de Mallorca, Ibiza, Menorca e Formentera. Ou seja os lugares freqüentados pelos ricos, milionários. Infelizmente essa é a imagem da mulher brasileira no exterior e, ao que parece, não vai mudar tão cedo mesmo.

ET: essa foto me lembrou o antigo Cine Tangará, de Santo André, que ficava no calçadão da Oliveira Lima.
Parabéns pelo blog e pelos artigos, Lara!

Edward de Souza- Jornalista e radialista

eliane disse...

Oi, Lara
Isso me lembrou Amsterdan e como me senti naquela cidade, onde tudo é liberado, com mulheres nuas numa vitrine, onde é só chegar, fechar a cortina e fazer o serviço. Terminado, passa-se o batom e vamos ao próximo. O que mais me chocou talvez não tenha sido a exposição de corpos, mas os turistas passando com suas crianças, como se fosse normal aquilo. Se é dificil criar um filho aqui, quem dirá lá, hein?

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